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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

So much way way out west!


Essa semana que passou foi uma semana super cheia, recebi a visita de 3 brasileiros em casa, Paulo, que conheço da minha adolescência em Porto Velho, melhor amigo de um dos meus melhores amigos, e duas meninas fofíssimas, Juliana e Gabriela, da foto de cima, que eu não conhecia antes mas que adorei ter o prazer de conhecê-las.

A visita se devia ao festival sueco "Way out west" (www.wayoutwest.se) que acontece todos os anos em agosto, no parque Slottskogen. Sempre tive um certa vontade de ir ao festival, mas nunca tinha com quem ir e achava caro. Mas com a companhia deles decidi apostar no evento e ir também.


O festival é um evento enorme, esse ano eles bateram o recorde de público com 27 mil pessoas. Eu adorei tudo, foi tudo muito bem organizado, as bandas, os palcos, os banheiros, as tendas de comida... E além de tudo, TODA a comida servida dentro do festival era vegetariana, dá pra acreditar? E uma delícia! Tinha muitos pratos diferentes pra (quase) todos os gostos, menos pros carnívoros talvez...hehehe. Mas pelo o que eu ouvi falar praticamente todo mundo elogiou a comida, que foi uma iniciativa não só pelos animais mas também pelo meio ambiente! Super ponto positivo pra Suécia!

As bandas mais legais pra mim que recomendo escutarem foram: Florence and the machine, The Black Keys,First Aid Kit e Laleh.



Nos intervalos entre um dia e outro de festival ainda tivemos tempo de passear um pouco pela cidade e mostrar porque Gotemburgo é uma cidade encantadora e aconchegante. Pena que tudo que é bom dura pouco e o tempo passou mais que voando e eles já foram embora...


Obrigada pela visita! Adorei cada segundo! E agora já vou indo porque preciso arrumar meu apartamento pra minha próxima visita que chega daqui algumas horas! :)


sábado, 21 de julho de 2012

Millesgården - O jardim de Milles


Há duas semanas fui à Estocolmo encontrar com duas amigas brasileiras super queridas, uma delas, Mariel, também tem um blog, que recomendo: http://novavidanovelhomundo.wordpress.com/


Estocolmo é uma cidade linda, que já conheci muito durantes os invernos de 2005 e 2007. Mas durante o verão à conheço pouco. Nessa minha última visita tive a sorte de alguns dias lindos de sol e temperaturas agradáveis.


Com tempo livre e a ótima companhia, pude realizar um plano que tenho há anos: conhecer o jardim de Carl Milles durante o verão. Estive lá uma vez, no começo do meu namoro com o Eric em janeiro de 2007 (como tempo passa rápido)! Lembro que estava frio e escuro e na lojinha do museu vi fotos de como o jardim fica na primavera/verão - totalmente diferente. Desde então sempre tive essa visita em mente, e com uma amiga arquiteta também interessada em conhecer o museu, decidimos visitar o museu naquela bela e ensolarada segunda-feira.


O nome do museu-jardim-casa é Millesgården (traduzindo: o jardim de Milles), e foi durante alguns anos a residência de Carl Milles, um escultor sueco bem sucedido que viveu entre 1875-1955. Ele é o autor de por exemplo um dos maiores símbolos de Gotemburgo, a estátua do Poseidon que fica no começo da avenida principal.


Milles fez sucesso na Europa e nos Estados Unidos, tendo muitas de suas obras como símbolos de diferentes cidades na Suécia.
Suas esculturas foram feitas em cobre e para cada famosa escultura feita existe uma cópia no seu jardim em sua mansão em Lidingö - uma ilha de classe alta de Estocolmo.


O museu é incrível, e além do jardim, existe também o ateliê de Milles e outras exibições temporárias. Fica aberto o ano inteiro, todos os dias entre maio e setembro e de terça à domingo entre outubro e abril, com exceção dos feriados. Além do museu e da lojinha existe também uma cafeteria no terraço, ótimo lugar pra relaxar depois de observar o jardim. 


A entrada custa 100 coroas (mais ou menos 25 reais), 80 coroas para estudantes e aposentados (20 reais) e é de graça para menores de 19 anos.


No fim da nossa visita decidimos justamente ir ao café tomar um refresco, quando percebemos que lá também estava uma atriz da Globo, Deborah Evelyn. No fim acabamos fazendo contato com a família dela, fingindo, claro, não perceber quem ela era, todos muito simpáticos, inclusive ela. Tão curioso encontrar uma celebridade brasileira assim, num jardim de Estocolmo!

Recomendo a visita! Com ou sem artistas da Globo! ;)



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Adaptar ou readaptar?

Hoje li uma (ou melhor duas!) matérias sobre brasileiros que moraram fora do Brasil e que depois sofreram ao voltar e precisar se readaptar ao Brasil. Uma matéria parece ser meio plágio da outra, mas tudo bem, aqui vão os links:
e

Achei bem interessante, por mais que sejam matérias curtas e com poucos exemplos. Pra resumir o que eles contam é sobre a "Sídrome do regresso", em que brasileiros que mudam de país demoram em média 2 anos pra se adaptar novamente à morar no Brasil, como é inevitável comparar os dois países, a dificuldade de achar uma rotina e retomar antigas amizades.

Pessoalmente eu não acredito que as coisas sejam assim, "branco no preto" como se diz na Suécia. Ou seja, nem tudo é tão simples assim. A minha experiência é que existem muitos diferentes tipos de personalidades e jeitos de adaptação, tanto pra um lado quanto pro outro. 

Conheço algumas pessoas que mudam de país, aprendem a língua bem, se empenham em se adaptar e abraçam de verdade a cultura do seu novo país. Já outras pessoas - muitas - fazem meio que o reverso. Não se importam muito em aprender a língua, aprendem meio que mais ou menos ao longo dos anos, não tem contato com pessoas do país ou com a cultura, vivem reclamando de tudo que é diferente e ao mesmo tempo meio que vivem ainda no seu país de origem, negando contato com o país novo onde mora. Por essas e outras acho que não tem como dizer que todos que voltam reagem da mesma maneira, talvez alguns realmente sofrem mais que outros e alguns que reclamavam tanto no país em que moravam continuam reclamando, mas dessa vez no seu país...

O mais engraçado de tudo isso, são os comentários do artigo na página na Época...Meu preferido foi esse: "Adaptar ao que ? Ao arrastao, ao sequestro relampago, a completa infraestrutura em TODOS os serviços publicos e privados , a pagar imposto de primeiro mundo e ter serviços de ultimo, a homofobia, ao fundamentalismo religioso, a corrupçao escancarrada ?"

Não me entendam mal...eu acho e sei que o Brasil tem MUITOS lados positivos e sinto saudades de muitas coisas...mas tenho que concordar que não comparar é impossível e que a segurança, tanto no sentido de se sentir presa em casa quanto a segurança social de ter acesso à bom transporte, hospital de graça e afins ainda deixa muito à desejar no Brasil. 

Mas de tudo, uma das coisas que mais me assusta e me incomoda no Brasil é o machismo, tão impregnado no dia-a-dia de homens e mulheres, uma hierarquia tão arcaica e imbecil. E volta e meia encontro pessoas da minha idade que ainda têm esse tipo de pensamento...isso me assusta muito!

Sim, eu estou de volta com o blog! Espero que pra ficar!! :)






domingo, 18 de dezembro de 2011

Coisas do natal sueco...

Falta menos de uma semana para o natal e parece que eu finalmente entrei no espírito natalino. Na Suécia o natal é uma época muito especial, talvez porque as festividades facilitam a passagem do inverno, traz muita luz à cidade e às casas. Faz com que a escuridão e o frio sejam mais fáceis de aceitar, afinal  luz de velas não combina com o verão, certo?

A Suécia tem também muitas tradições natalinas, algumas que começam logo em meados de novembro, junto com as decorações. Muitas delas são comidas típicas suecas de natal, mas não tanto comida para a ceia, mas sim para a época do natal. Eu não sei se sou muito desligada, mas eu tenho a impressão que no Brasil não temos algo do tipo, ou temos? Me corrijam se eu estiver errada...

Algumas das tradições já contei uma vez, dois anos atrás nesse post: http://mundodalua88.blogspot.com/2009/12/tradicoes-natalinas.html


Nesse post antigo eu contei sobre o "glögg" e sobre "pepparkaka". Mas uma outra comida típica natalina é o "lussekatt" que é um pão de açafrão. 



 Esse pão doce é típico durante a comemoração do dia de Santa Lucia, no dia 13 de dezembro, mas mesmo um pouco antes e depois dessa data é comum se comer lussekatt em toda a Suécia.

Geralmente o pão é feito nesse formato da foto, em um "S", e em cada "rolinho" se coloca uma uva passa. Ele tem uma cor e cheiro muito característico, devido ao açafrão, que é um dos ingredientes mais importantes quando se faz "lussekatt".

Conta a lenda que o pão vem da Alemanha, desde o século 17, e que havia uma crença de que Lúcifer (o diabo) disfarçado de gato - por isso o nome "lusse" de lúcifer e "katt" de gato - castigava as crianças e que Jesus no corpo de uma criança distribuía o pão doce às crianças bondosas. Segundo a lenda também, a cor amarela do pão representa a luz, para afastar os espíritos ruins.


 Quem quiser fazer o pão doce, segue aqui a receita:

Ingredientes: (para 30 pães)

* 720 g de farinha de trigo
* 300 ml de leite
* 100 g de açúcar
* 1 ovo
* meia colher de chá de sal
* 25 g de fermento
* 1 pacotinho de açafrão  (0,5g)
* 60 uvas passas
* 1 ovo para "pincelar" (?) em cima do pão

Modo de fazer:

1. Derreta a manteiga em uma panela e em seguida despeje sobre o leite. Deixe-a esfriar até 37 graus e coloque em um liquidificador. Adicione o fermento e mexa até que ele se dissolva. Adicione o açafrão, sal, açúcar e ovos.

2. Misture metade da farinha. Em seguida, adicione o resto da farinha até a massa ficar mais grossa.
3. Amasse a massa por 15 minutos. Em seguida, deixe a massa descansar, à temperatura ambiente, coberto com uma toalha, por 30 minutos.

4. Corte a massa em pedaços de cerca de 60 gramas. Faça primeiro bolinhas, e em seguida rolos. Deixe-os descansar por um minuto.

5. Role os pedaços em formas retangulares, cerca de 30 centímetros de comprimento. Molde-as como "lussekatter", enrolando em forma de S. Use farinha se a massa estiver grudando. 

6. Coloque pães em uma assadeira com papel manteiga. Pressione passas em cada extremidade.

7. Cubra os pães com uma toalha e deixe-os descansar por cerca de 45-60 minutos. Os pães irão crescer o dobro do seu tamanho. Pré-aqueça o forno a 230 graus. Quebre o outro ovo em um copo e misture.

8. Pincele o ovo por cima dos pães e asse-os por cerca de 6 minutos. Eles devem ficar brilhantes.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um beijo e um abraço?


Eu já moro na Suécia há três anos e meio - é, o tempo passa MUITO rápido - mas ainda tem certas coisas que me surpreendem no comportamento das pessoas.

Que pessoas estranhas se cumprimentam com um aperto de mão (ao mesmo tempo em que dizem seu nome) e não com um beijo e um abraço, isso eu já estou acostumada faz tempo. Tanto é que já até cometi a gafe de fazer isso no Brasil e receber olhares desconfiados: "qual é o problema dessa menina?" devem pensar!

Mas e quando você conhece a pessoa há semanas? E quando você vai se despedir de alguém que você conhece mais ou menos bem e sabe que não vai vê-la nas próximas semanas? Você abraça? Dá um aperto de mão? Ou você se inclina pra trás e dá um tchauzinho meio sem graça? 


Acredite ou não...tem sueco que opta pelo última alternativa! Tá, desculpa eu ser assim tão crítica, mas certas coisas são mesmo esquisitas e pronto!  

Devo deixar claro que nem todo mundo é assim...minha amigas mais próximas da faculdade são super fofas e sempre me cumprimentam com um abraço. Hoje foi nossa última aula antes do recesso de natal e uma menina que eu gosto bastante mas não sou tão próxima assim me viu e disso "ah, deixa eu te dar um abraço de despedida, você é tão fofa, feliz natal!" Fiquei super feliz e ao mesmo tempo surpresa. O curioso é que tinha mais duas pessoas ao lado dela - da minha sala também - que só sorriram e me desejaram boas férias...

Eu não levo pro lado pessoal, e se acontecer com você, também não leve. É assim mesmo, pra muitos suecos um abraço é realmente algo íntimo só para os mais próximos, às vezes nem para eles!

Portanto se alguém te "negar" um abraço (o que já me aconteceu algumas vezes), não fique chateado, nem ache que é só com você. Por outro lado, se alguém te abraçar saiba que é um bom sinal!

Na dúvida: sorria! Esse sempre funciona e é sempre bem-vindo! 
 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Viver na Suécia no inverno é...

...sair de casa quando o sol está nascendo (apesar de ser 8 da manhã) e voltar quando o sol já se pôs.

...colocar luva, meia de lã, bota, casaco grosso, 3 voltas de cachecol no pescoço e gorro pra sair de casa e perceber que você ainda está com frio.


...se preparar pra dormir, colocar o pijama e perceber que só são 20:30h!


...andar quase correndo, não porque você está com pressa, mas pra esquentar seu corpo!


....pegar o bonde/ônibus/metrô pra andar só uma estação, porque seus dedos estão congelando.


...pendurar reflexos na sua bolsa ou casaco (ou nos dois) pra que os motoristas percebam que tem alguém atravessando a rua no meio da escuridão.


...andar com uma garrafa térmica com café na bolsa pra não adormecer no meio do dia.



Nem sempre o inverno é fácil! Mas não se esqueçam que depois dele sempre vem a primavera, com luz, flores e cores!

Eu de volta!

Oi Gente! Faz tempo, eu sei...Tenho um monte de coisas pra escrever, vou ver se faço uma lista de tudo pra não esquecer! O inverno chegou, Eric e eu fomos para Edimburgo, eu fiz aniversário...tenho tido trabalho por cima de trabalho na faculdade...

Fico muito feliz de receber recados e emails dos que lêem meu blog, na verdade se não fosse por todo o "feedback" positivo que eu recebo de vocês eu provavelmente já teria largado o blog! hehe
Queria também pedir que vocês mandassem perguntas por email (luadandararangel@hotmail.com), porque eu vejo quando deixam comentários em posts antigos, mas eu acabo esquecendo em qual foi e a pergunta se perde pelo blog. No meu email eu tenho uma pasta separada só pra emails relacionados ao blog, onde eu posso organizar o que eu já respondi ou não. 

Adoro poder ajudar com o que eu sei, mas também lembrem-se que não sou expert sobre a Suécia, e muitas coisas eu não sei como funcionam ou o que eu conto vai muito da experiência que eu tive, ou seja, nem sempre será igual pra todo mundo ou ás vezes o sistema pelo qual eu passei já pode ter mudado.

Um dos posts em que eu mais recebo comentários, é sobre o sistema de educação sueco. Algumas regras mudaram desde o ano passado, uma delas é relacionada à estudantes estrangeiros sem visto e sem cidadania européia. Se alguém estiver com dúvidas ou precisando de ajuda, me mande um email que ajudarei no que for possível. 

/Lua.